Dupla Distância, Centro de Artes CR
w/ André Vaz, 2019


“Dupla distância, evoca uma coreografia possível das coisas, principalmente como elas navegam no espaço. O espaço expositivo aparece-nos como parte integrante, não apenas nas zonas ocupadas, mas também nos espaços vazios, no ritmo e nas distâncias. - algo que, eternamente, se vai manifestando como uma experiência interna e, ainda assim, permite reunir todas as coisas. As peças de vidro e os pequenos fragmentos são o oposto do inexpressivo.
Entre derretidos e reaproveitados eles incorporam o derrubamento de todo um gesto que indecisamente oscilamos. Por outro lado, este conjunto de objetos, fragmentos e técnicas são uma transição do que deve ser uma recuperação assumindo-se como recipiente de conteúdo, de gestos e sinais que emergem como unidade coerente no extremo de uma longa, mas curta viagem.”  text by André Vaz